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segunda-feira, outubro 14, 2013

Resenha: Dezesseis Luas - Kami Garcia & Margaret Stohl

Sinopse: Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece...  Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona.


~ATENÇÃO: Pode conter spoilers~


Na primeira linha, Dezesseis Luas já me pegou de jeito: é narrado em primeira pessoa por um garoto! Isso vai contra tudo que acreditamos, certo? Ok, brincadeiras a parte, eu fui conquistada pela criatividade nesse caso. A trama do livro é levada praticamente pela nossa protagonista feminina, Lena Duchannes, mas mesmo assim as autoras tiveram a criatividade de nos colocar dentro da cabeça do amável Ethan Wate que é um fofo por quem conseguimos nos apaixonar.

Assim que eu notei que o romance não era o fio condutor da história, me apaixonei de vez. O romantismo está sim presente, mas o conto não é movido por ele. Tudo se move em volta do segredo da família de Lena e dos mistérios da fazenda Ravenwood onde ela mora com seu tio recluso (um dos personagens mais legais do livro). Esse é mais um motivo pra história ser narrada pelo garoto: se pudéssemos ler o pensamento de Lena, metade do suspense iria embora. E Ethan também nos livra de aguentar as inseguranças de uma adolescente apaixonada, o que pode ser divertido quando queremos uma história para nos identificarmos, mas fica chato e cansativo quando a palavra é suspense. Sem contar a possibilidade de ofuscar a genialidade da história da personagem.

O grande mistério é o mais básico numa história onde há vilões e mocinhos numa mesma família (ou seita ou clã, depende do livro): a personagem principal vai para o bem ou para o mal? Não fica exatamente claro se essa decisão é uma escolha ou algo predestinado. Talvez essa tenha sido a intenção das autoras e se foi, palmas para elas, pois conseguiram dar um nó na minha cabeça em algumas partes. Outra coisa que me incomodou foi como as árvores genealógicas me confundiram. Em certo ponto eu me vi tendo que voltar páginas e mais páginas para me situar nos flashbacks (que não são poucos!).

Os personagens secundários foram maravilhosamente bem trabalhados. Desde os poderes de cada um até as personalidades me cativaram e me fizeram querer fazer parte dessa família e ter poderes de conjuradora também. Até personagens que só tiveram uma (sim acredite, só uma) aparição no livro conseguiram deixar sua marca, como o Tio Barclay por exemplo. Meus favoritos foram a sonsa Ridley, Tio Macon, Larkin e o principal Ethan.

Os mistérios e lacunas deixadas em aberto ao longo do livro me lembraram Fallen, mas a maioria das respostas foi dada antes do final, diferente da saga de anjos que te enrola por cinco livros. Quanto à grande pergunta premiada sobre o futuro de Lena, deixo só uma palavra: chocante. A revelação só é dada no último capítulo de forma bem implícita e eu não estava preparada pra ela! Quero os outros livros o quanto antes para saber mais detalhes dessa história intrigante. Agora vamos dar as mãos e rezar para que nos próximos três livros, não encontremos nem sombra do fantasma que aterroriza os fãs de sagas: a enrolação.

O que mais gostei: O universo dos conjuradores criado pelas autoras foi muito bem elaborado.

O que menos gostei: A personagem principal é passiva demais e em alguns momentos o seu pessimismo cheio de "você tem que ficar longe de mim, sou perigosa, mimimi" me irrita.

Nota: 9,5

I'm Back, Bitches!


Se alguém por acaso achou que tinha se livrado de mim pode tirar o cavalinho da chuva! =P

Eu estava sumida do blog porque estava me dedicando a terminar meu livro. Mas agora que já está terminado, eu tenho um monte de posts legais preparadinhos :)

Primeiro eu queria avisar que vou incluir mais duas colunas: Papo de Bilheteria e Resenha. Na Papo de Bilheteria eu falarei de filmes, novos ou antigos, e farei críticas, recomendações, comparações no caso de adaptações... Vai ser muito divertido! E em Resenha eu vou falar de livros e cumprir minha promessa de incluir literatura nesse blog. Além disso, eu estou pretendendo fazer algo sobre o processo de publicação de um livro a partir das minhas experiências que vão começar a partir de agora que acabei de terminar meu manuscrito. Talvez eu crie um tipo de diário ou algo assim, ainda não sei!

Mas por enquanto fiquem com a sinopse do meu bebê que se chama Pecadores:


E curtam a página de Pecadores no facebook!

sexta-feira, agosto 30, 2013

Blow Your Speakers: Ocean Grove


Gênero: Rock alternativo
Membros: Greg Garbowsky, Jack Lawless e John Taylor
Onde encontrar: http://oceangroveband.com


Com um pouco de rock, surf music e influências em Beatles, a Ocean Grove consegue surpreender com a sua versatilidade musical!

A banda americana que nasceu por acaso está ganhando cada vez mais espaço na indústria. Originalmente chamada Bulldozer, a Ocean Grove existe desde 2009, mas só ganhou suas primeiras músicas originais em junho de 2010 porque questões pessoais sempre entravam na frente do projeto (como o problema alcóolico do vocalista John Taylor ou o casamento do baixista Greg Garbo). Mas assim que os quatro membros da época se juntaram em New Jersey para trabalhar no primeiro EP do grupo, nasceu o Little Record (2011). As primeiras músicas foram gravadas num pequeno estúdio em New Jersey e o novo nome da banda foi dado graças ao fato dos rapazes terem se hospedado na praia Ocean Grove durante o processo de gravação.

Formação original da Ocean Grove: Greg, John, Ryan e Jack (da esq. pra dir.)

Um fato interessante sobre o grupo é que todos eles são integrantes da banda de apoio dos Jonas Brothers. Greg (baixo), Jack (bateria), John (guitarra e vocais) e Ryan (teclados) se conheceram depois de contratados pelo trio de rapazes do pop rock em 2006. Eles logo se tornaram amigos quando tiveram suas vidas mudadas e foram obrigados a viajar pelo mundo juntos. Essa proximidade resultou numa sintonia musical única que os fez formar a banda. Primeiro veio o Little Record e mais tarde chegou o Another Place To Stay (2011). No começo do projeto o grupo teve apoio do site de entretenimento Cambio e também de vários amigos, como os próprios Jonas Brothers. A primeira turnê cruzou os Estados Unidos, logo sendo seguida por turnês abrindo shows de He Is We, Nick Jonas and The Administration (que passou no Brasil), Voxhaul Broadcast e Robert Schwartzman. Uma banda independente nem sempre faz sucesso imediato e esse foi o caso da Ocean Grove. Mas de show em show eles conquistaram um público maior do que a fanbase dos Jonas Brothers.

Em 2012 a Ocean Grove perdeu um membro. Ryan Liestman (que vem a ser o tecladista mais lindo do mundo na opinião desta que vos escreve) saiu da banda por não ter o tempo necessário pra se dedicar ao projeto. Ryan tinha os Jonas Brothers, seus projetos solo de produção musical e uma família. Tendo que escolher entre ter tempo para sua esposa e filha ou voar para a Califórnia para gravar o primeiro álbum da banda, ele não pensou duas vezes. Assim a banda ficou sem um tecladista, mas não parou. Durante a turnê dos Jonas Brothers pela América Latina, Outsider (2013), o terceiro EP do grupo, foi divulgado e infelizmente não alcançou o mesmo sucesso dos anteriores. O grupo (que agora conta apenas com Greg, Jack e John) parecia ter perdido a mão do seu estilo tão descolado e diferente. Mas foi apenas um engano.


O primeiro álbum, Human Race, foi disponibilizado a pouco e já faz sucesso. A energia e o toque de roqueiro/praieiro estão de volta! Dessa vez com a qualidade de uma produção em um estúdio profissional e com participação ilustre de Paris Carney (esposa de Greg e backing vocal dos Jonas Brothers). Muitos não sabem, mas Human Race só existe graças aos fãs. Uma conta no kickstarter foi aberta para levantar dinheiro para a produção do álbum. Então nós, fãs que ajudamos com o que podíamos no kickstarter, somos os verdadeiros responsáveis por essa produção, e ninguém mais. Inclusive um show numa house party em Minas Gerais foi feito em agradecimento à doação dos fãs brasileiros em 2013. Esperamos que essa não tenha sido a última vez que a Ocean Grove deu as caras por terras tupiniquins num show só deles. Mal posso esperar para ouvir minhas Giving Up The Ghost e Bright Ideas ao vivo!

Pra quem não conhece nadinha do som dos rapazes, #fikdik: Giving Up The Ghost, I Want You In Love, The Best, Away e We're Still Breathing são as melhores em minha humilde opinião.

Ocean Grove abrindo o show da banda Nick Jonas and The Administration em 2011

quinta-feira, agosto 15, 2013

World Youth Day 2013

Tem coisa melhor do que acordar às cinco da manhã e partir de Belford Roxo para Copacabana por uma semana? Provavelmente tem, mas eu não ligo! A Jornada Mundial da Juventude (ou World Youth Day) conseguiu me deixar a todo vapor.


A primeira jornada aconteceu na década de 80, quando o falecido Papa João Paulo II teve a ideia de criar um evento que unisse os jovens da igreja. Começou como um dia do ano em que todo mundo ia pra Praça de São Pedro comemorar a juventude da igreja. Até aí era só um dia comum na Praça de São Pedro. Mas o evento cresceu, a juventude dentro da igreja aumentou e a coisa se tornou isso que é hoje: Uma semana de peregrinação, organizada de três em três anos em países de todo o mundo. Pessoas compareceram de todos os cantos para prestigiar a linda festa.

A jornada desse ano foi no Rio de Janeiro (entrando na América Latina pela primeira vez!), aconteceu entre 23 e 28 de julho, contou com a visita de três milhões e meio de pessoas e foi a segunda maior jornada, ficando atrás apenas das Filipinas. Haja atividade para espalhar esse povo pela cidade! Junto com a jornada vem o Festival da Juventude, que organiza shows e atividades em diversos locais da cidade sede. O palco montado na Lapa estava super animado, além das atividades na Feira Vocacional na Quinta da Boa Vista e tantas outras espalhadas pela cidade.

Feira Vocacional!

Dentre tantos momentos lindos e emocionantes de fé, podia-se ver claramente que o Papa Francisco I estava mais do que satisfeito com sua primeira visita ao nosso país. Em seus discursos (que começavam em português e terminavam em espanhol) ele sempre se emocionava e falava alguma coisa referente à realidade brasileira, fosse uma piada ou uma crítica política disfarçada. As missas e catequeses foram emocionantes e também uma incrível oportunidade de fazer amizades do mundo inteiro. Eu conheci pessoas de vários países e me arrisquei em várias línguas, sendo que eu só domino o português e muito mal o inglês.

Um dos pontos fortes das jornadas é a peregrinação. O maior evento da semana é a vigília que termina com uma missa celebrada pelo papa, fechando a festa católica. A vigília do Rio estava programada para acontecer em Pedra de Guaratiba, no Campus Fidei que foi preparado pela igreja apenas para essa atividade. Infelizmente o tempo louco da minha cidade não permitiu e o evento foi transferido às pressas para a praia de Copacabana, onde o frio não deu trégua. Metade das atividades que deveriam durar uma noite inteira foram canceladas pelo fato de Copacabana ser um bairro comercial. A recomendação da prefeitura e da própria organização da jornada foi que as pessoas fossem para suas casas e alojamentos e voltassem apenas de manhã, mas isso não aconteceu. Além de a vigília ser o mais esperado dos eventos, há pessoas que chegam na cidade só para a mesma e não tem alojamento. E foi assim que três milhões e meio de pessoas dormiram na areia gelada de Copacabana. Mas lhes conto que valeu a pena cada segundo da noite gélida. Só de lembrar de todas aquelas bandeiras ao vento as lágrimas começam a tentar me invadir os olhos.

As ruas foram fechadas na cidade desde a Central até Copacabana para que a tradicional peregrinação pudesse acontecer.

Estava frio, mas nós sobrevivemos!

Todos sabemos que o Rio de Janeiro está vivendo uma situação pra lá de delicada atualmente e durante a jornada não poderia faltar o tão bom e velho protesto! Agora taquem-me pedras, mas eu preciso dizer. Metade dos manifestantes só estava ali para ser do contra e a outra metade era desinformada. Sim, é verdade. Afinal o dinheiro da jornada não partiu do governo e qualquer pessoa que gasta cinco minutos para visitar o site oficial saberia disso. Não vou entrar em detalhes aqui, mas queria deixar clara a minha opinião nesse tópico.

A manhã chegou e com ela veio o Papa! Quando o último dia de jornada chegou todos estavam ansiosos. No fundo já sabíamos, mas queríamos ouvir da boca de Francisco a tão esperada notícia. Era hora de dizer onde será nosso próximo encontro. Ele celebrou a missa, o arcebispo do Rio Don Orani fez um belo discurso de despedida e então chegou o momento tão esperado. Todos vibraram quando o santo padre deu a boa nova à Polônia. #Krakow2016, lá vamos nós!

Se no Rio de Janeiro que é enorme todas as confusões possíveis se instalaram, imagina na menor cidade da Polônia!


Blow Your Speakers: Cher Lloyd


Gênero musical: Pop/hip hop
Gravadora: Syco Music/Epic Records
Onde encontrar: http://cherlloyd.com

Há quem não conheça, há quem não goste, mas a grande maioria concorda: Cher Lloyd veio pra ficar!

A cantora britânica “apareceu” no The X Factor, assim como tantos outros artistas que conhecemos e amamos - ou não. Durante sua trajetória no programa, Cher foi orientada por Cheryl Cole e chegou a ouvir do todo poderoso Simon Cowell que uma de suas apresentações foi "o desempenho da temporada". A jovem terminou em quarto lugar no programa, mas seu holofote não se apagou por aí. Logo após o final da temporada a cantora assinou contrato com a Syco Music, responsável por grandes sucessos como One Direction, Rebecca Ferguson, Little Mix, Leona Lewis e etc.

O primeiro hit foi Swagger Jagger que saiu em julho de 2011 e contagiou rádios do mundo inteiro. Logo depois, Cher emplacou With Ur Love, Want U Back (que por acaso é a favorita desta que vos escreve) e a meiga Oath em parceria com Becky G.

O que mais se escuta sobre Cher em questão de crítica é que ela tem uma voz "nojentinha demais". Eu também não tive a melhor primeira impressão do mundo quando ouvi suas primeiras apresentações ao vivo no palco do The X Factor, mas mudei completamente de opinião quando me toquei que essa é a graça da Cher: ela tem uma voz incomum que não agrada a todos, mas que faz um estrago quando dá de cara com uma música forte e poderosa, assim como ela. Além de seu estilo, é claro. O colorido berrante e fluorescente de Cher dá a impressão de que ela é uma menina 100% fofa e cute-cute, mas não é bem assim. Desde sua audição no programa que revela talentos, quando ela cantou uma música de Soudja Boy, eu soube que ela não era só mais uma cantora de pop. Não só suas tatuagens como também suas letras deixam claro que ela não é bem do estilo princesinha. Recomendo Want You Back e Riot! pra quem quiser perder essa impressão.

O primeiro álbum de estúdio, Sticks & Stones, foi lançado em 7 de novembro de 2011 e alcançou o quarto lugar na lista dos mais vendidos. Com um enorme sucesso, Cher assinou um contrato nos Estados Unidos com a LA Reid e a Epic Records para mais tarde lançar a US version (sem os palavrões!) do Sticks & Stones em dezembro de 2012. Depois de uma turnê pelo Reino Unido e parcerias quentes com Demi Lovato e Ne-Yo, Cher continua subindo. Ela contou no twitter que já está trabalhando em seu segundo álbum de estúdio e uma ótima novidade para seus fãs brasileiros foi anunciada há pouco tempo. Em junho de 2013, o Mundo Show Festival anunciou que sua primeira edição contaria com a presença de Cher! Isso mesmo, a jovem tem os dias contados para por os pés no Brasil pela primeira vez. Quem está ansioso?


Sobre o Mundo Show Festival

Quando? 23, 24 e 25 de agosto
Onde? Recife, Rio de Janeiro e São Paulo
Quanto? Os preços variam entre 1000$ e 70$
Atrações: Fresno, Pollo, Strike, College 11, NxZero, Cher Lloyd
Ingressos: http://bomshow.com

terça-feira, agosto 06, 2013

Crítica: P9 - P9



Gravadora: Sony Music Enterteinment
Gênero: Pop
Ano: 2013
Comprimento: 46 min
Nota: 7,5
Destaque: As canções New York Minute e Broken Angel


A boyband carioca P9 que acaba de lançar seu primeiro CD homônimo ainda está invadindo todas as rádios brasileiras. O grupo que estava praticamente fadado a ser mais uma banda de um single só parece estar dando apenas os primeiros passos de uma jornada possivelmente promissora no mundo da música. O fato de os meninos serem brasileiros com certeza chama a atenção do público numa época em que boybands estão na moda em todos os cantos do mundo. O álbum tem apenas duas músicas em português, mas todas as faixas têm um ar de adolescente praieiro e que sabe aproveitar a vida. Até o nome da banda remete ao cotidiano carioca. P9 = Posto 9, ponto de encontro de jovens do toda a cidade em Ipanema. O que muitos não sabem é que a banda tem um contrato de artistas internacionais com a gravadora Sony e isso lhes dá um futuro garantido no ramo musical. O grupo acabou de começar, mas já tem grandes planos e sonhos.
O álbum P9 foi produzido e gravado em New York, em um estúdio de alta qualidade que deu valor às canções jovens. Cada uma das faixas, até as mais românticas, te dá vontade de levantar da cadeira e dançar. O P9 foi moldado por sua gravadora da maneira correta: como o público de boyband vai gostar. Seu som não é nada extraordinário, pelo contrário, é tão comum quanto tudo que já se ouviu, mas mesmo assim os rapazes conseguem passar energia por suas músicas e clipes. Dá pra ver que existe uma grande influência - mesmo que indiretamente - em outras boybands que fazem sucesso atualmente. Me arrisco a dizer que a imagem do P9 que conhecemos nasceu da simples ideia: apelo visual do One Direction com música do Big Time Rush.
  Igor Von Adamovich, Jonathan Couto, Guilherme dos Santos e Michael Band que estão só começando têm todo o direito do mundo de dar seus tropeços e gravar uma ou outra música que não sejam exatamente uma obra de arte completamente original. As canções têm quase nenhuma participação dos meninos na composição, mas eles foram bem sucedidos em interpretá-las e colocar seu estilo nelas.
Nós, jovens que apreciam boybands desde o primeiro backstreet's back, esperamos ansiosamente pela ascensão e evolução do P9. Assim como vimos acontecer com o One Direction, que se torna mais independe na composição das próprias músicas a cada dia, é possível que o P9 se torne um exemplo extraordinário de crescimento musical. Voz, oportunidade e capacidade o grupo tem de sobra.

Crítica: Monomania - Clarice Falcão


Gênero: Folk
Ano: 2013
Comprimento: 35 min
Nota: 9,0
Destaque: As canções Eu Esqueci Você, A Gente Voltou e Oitavo Andar.


Misture Jack  Johnson  com Lily Allen: Bem vindo à Monomania!
Clarice Falcão surpreendeu a todos com Monomania. Que a moça tinha uma voz doce todos já sabíamos afinal, seus momentos musicais no vlog Porta dos Fundos são pouco menos que épicos. Mas sua habilidade de escrever músicas bonitas que talvez te façam chorar e ao mesmo tempo tão engraçadas que colocarão um sorriso em seus piores dias era desconhecida para boa parte do público.
Como a própria Clarice diz na canção Monomania, o CD é cheio de canções compostas para uma pessoa só. E isso fica visível quando uma história se encaixa perfeitamente na seguinte. Clarice tem o dom da comédia que a permite colocar humor até nas músicas mais tristes. Além da capacidade de tocar o coração com suas letras simples e verdadeiras. O que mais me impressionou nas canções completamente folk, foi a maneira que ela encontrou de entrar com situações cotidianas nas letras de modo pouco espalhafatoso, provando que não precisa de palavras grandes e eruditas para compor uma bela música.
Em diversas faixas do álbum ela trata do tema “loucura”. Em mais de uma canção o eu lírico se vê diante de um amor doentio onde seu “parceiro” precisaria se ver obrigado a fugir ou a procurar a delegacia mais próxima. Acredito que esta seja sua maneira de trazer a realidade de alguém que ama demais ainda na pegada do humor.
As canções mais engraçadas do que poéticas não são exatamente o foco de entretenimento desta que vos escreve, mas Monomania conseguiu extirpar de mim um preconceito a um longo tempo adquirido. Recomendo a todos os brasileiros sedentos por música nacional de qualidade e cansados de compositores metidos a Shakespeare. Para todos vocês que estão atrás de entretenimento saudável e livre de politicagem, se joguem em Monomania.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

I'm a loser baby, so why don't you kill me?


Fracasso.
Vê o carinha da foto? Foi exatamente como eu me senti essa manhã. Mais uma dia, mais uma pedra no meu caminho. Mais uma coisa dando errado. Hoje seria o Glorian Day, meu grande dia de tudo dar certo. Mas né, já deu pra perceber que não foi exatamente assim. Tudo, sim senhores, TUDO deu errado. Primeiro acordei atrasada e me arrumei desesperada quase chorando achando que ia dar tudo errado por minha culpa. Deu tudo errado mas até que não foi muito por minha culpa não... Simplesmente perdi uma ótima oportunidade por causa da minha falta de preparo e experiências. Eu sinceramente não imaginei isso por causa do tipo de oportunidade que era. Bom, aprendi a não subestimar. E é claro, que uma pequena coisa hoje implica (e muito!) pra realização dos meus planos pra daqui há um ano e meio. E por isso que eu fiquei em depressão hoje. Uma situação tão insignificante pode ter mudado minha vida pra sempre, e mudado pra pior! Vai ser muito injusto se tudo der errado por causa de algo que nem minha culpa é exatamente. Mas vamos esperar pra ver, o futuro ainda pode me surpreender. Só espero que meus planos pro futuro não tenham sido mudados radicalmente graças a esse pequeno e infeliz imprevisto.

De resto, tá tudo certo. To com o braço doendo de tanto carregar bebê. Um dos meninos que eu cuido é muuuuuito manhoso e se eu botar ele no chão ele começa a gritar enlouquecidamente. E outra, ele não fica dentro de casa. Se entrar em casa ele fica descontrolado. Então eu tenho que ficar zanzando com ele pela varanda e mostrando as plantinhas, o cachorro, o gato, qualquer coisa pra ele parar de manha. Se eu já consegui que ele ficasse cinco minutos sentado no sofá da sala distraído com a TV foi muito. Ainda não consegui me dar bem com ele. Mas vou!! o/


What can you do
When your good isn't good enough
And all that you touch tumbles down?
Cause my best intentions
Keep making a mess of things
I just wanna fix it somehow
But how many times will it take
For me to get it right?

quarta-feira, novembro 28, 2012

I know it's a grind but I'm sure we can find a way to have fun while we get this job done

Não faz pouco tempo que eu escrevi que tinha decidido tomar um novo rumo na vida. Porque eu sou cheia de sonhos e esperanças, cheia de planos e mil e uma coisas que eu quero fazer e de tantos objetivos eu acabo nunca sabendo por onde começar. Então já decidi que vou parar tudo que estou fazendo agora e focar só nisso. Só nesse sonho e dar um passo de cada vez na direção do sucesso. E o primeiro passo eu já dei: Comecei meu trabalho voluntário com crianças domingo passado. Esse com certeza é o passo mais demorado e trabalhoso, mas eu estou encarando de peito aberto.

Ainda é meio estranho, eu não me acostumei a ser chamada de "tia", as crianças ainda não me conhecem direito... Mas com calma vai dando tudo certo. Vou pegando o jeito com elas, não sou mais tão molenga e boazinha. Hoje por exemplo eu tive que dar os primeiros gritos. Não me senti bem, mas foi importante pra mim e pra elas também. Algumas são as coisas mais fofas do mundo, outras são o demônio em pessoa XD Mas são todas crianças, mentes em formação que precisam de alguém desposto a aturá-las com paciência e boa fé, e eu sou essa pessoa no momento.

É realmente difícil, meus pais não apoiam, eu tenho pouco tempo pra mim e fico muito cansada mas é o que eu quero e vou correr atrás de qualquer jeito pra conseguir. E sem contar que são três horinhas por semana que eu tiro pra ajudar pessoas que realmente estão precisando, afinal não dá para as crianças ficarem lá de boa sozinhas e eu sou a única adulta disposta a cuidar delas. As outras "tias" são meninas de 11 e 13 anos. Então eu posso e acho que devo fazer isso, porque vai ser bom pra mim e pra eles. Todo mundo sai ganhando.

E vou ser recompensada quando estiver tomando frappuccino e comendo hotdog na Times Square numa noite fria de inverno enquanto tento tirar a neve das minhas botas novas e baratas mas que no Brasil seriam caríssimas <3 p="p">

segunda-feira, novembro 26, 2012

with the chance I've been given I'm gonna be driven as hell


Incrível, depois de tantos erros e tantas decepções, depois de tantos planos dando errado, depois de tantos sonhos morrendo, finalmente algo está dando certo. E eu finalmente me sinto no caminho certo para o meu sonho. Desta vez vai acontecer. Desta vez meu sonho não vai morrer! E graças ao dia de hoje, eu tenho mais e mais chances de chegar lá, onde eu tanto quero e tanto estou trabalhando para chegar.

There's a chip on my shoulder
And it's big as a boulder
With the chance I've been given
I'm gonna be driven as hell

I'm so close I can taste it

So I'm not gonna waste it
Yeah, there's a chip on my shoulder
You might wanna get one as well

domingo, novembro 04, 2012

why not, try everything?


É, me decidi. Tenho exatamente um ano pra agitar tudo do processo, o que é bastante tempo. São muuuuuuuitos detalhes pra pensar e trabalhar muuuuito nisso!


O título da postagem vai em homenagem ao novo rumo que eu decidi tomar na vida. É um trecho da música Who Will I Be do filme Camp Rock (cantada pela Demi Lovato) que será a trilha sonora da minha vida a partir de hoje. Ela simplesmente resume TUDO que eu estou sentindo nesse momento. Indecisão, necessidade de um rumo, mudança de plano, abrir a mente pra novas e inusitadas oportunidades, enfim! Segue o trecho com o qual mais me identifico.

why not, try everything? why stop, reach for any dream? I can rock, cause it's my life and now's the time


É isso, agora é correr atrás como uma desesperada e não deixar esse sonho morrer na praia!
=***

terça-feira, fevereiro 28, 2012

The Oscars 2012


Acho que é certo dizer que a 84ª edição da maior premiação do cinema deixou todos boquiabertos esse ano, certo? Nos primeiros trinta minutos do evento que aconteceu no último domingo em Hollywood já ficou bem claro quem seria o grande vencedor da noite. “A Invenção de Hugo Cabret” de Martin Scorsese foi logo faturando um prêmio atrás do outro e acabou levando cinco estatuetas pra casa. Mas o grande vitorioso foi “O Artista” que passou na frente de outros oito grandes filmes surpreendendo a todos e levou a categoria de melhor filme. Não se pode ganhar todas, né Martin?

“Meia Noite em Paris” conferiu melhor diretor e melhor roteiro original a Woody Allen que (pra variar) não apareceu no evento. Obviamente, melhor atriz foi para as mãos de Meryl Streep por seu trabalho em “A Dama de Ferro” e Jean Dujardin levou melhor ator por “O Artista”. Não foi dessa vez, Clooney.

Podemos dizer que esse Oscar foi bastante contraditório. Apesar da politicagem explícita jogada na nossa cara ainda tivemos muitas surpresas boas e péssimas. Um filme que teve renda outrora considerada um fracasso ganhando o grande prêmio é bom. John “gênio” Williams, recordista do Oscar com quase 50 indicações no currículo, perdendo para Ludovic Bource é péssimo. E, é claro, os grandes fracassos do Oscar sempre chamam muita atenção. “Harry Potter e as Relíquias da Morte parte II” que teve as três primeiras (e últimas) indicações da saga milionária perdeu todos, para desespero dos fãs. “Os Descendentes” que foi apontado como o queridinho da academia levou apenas melhor roteiro adaptado e eu ouvi dizer que foi por pouco, hein. Quase que “A Invenção de Hugo Cabret” leva mais um, ufa! O belíssimo “Cavalo de Guerra” não ganhou nenhuma de suas cinco indicações. Nesse eu realmente apostava em fotografia, mas já está na hora do Spielberg deixar espaço para os outros, né? Hugo de novo!

Novamente perdemos a chance de prestigiar nosso cinema brasileiro com um Oscar. Tínhamos um pé no filme de animação argentino “Chico & Rita” que perdeu para “Rango” (politicagem, politicagem...) mas concorremos mesmo na categoria de melhor canção original do filme “Rio” com “Real in Rio” por Sérgio Mendes, Carlinhos Brown e Siedah Garret. E o pior: perdemos pra uma música notavelmente inferior. “Man or Muppet” do filme “Os Muppets” levou essa. De início me deixou revoltada, mas tente pensar como um senhor de 87 anos da academia de cinema dos EUA que tem que votar nessa categoria. Na época dele os Muppets eram o máximo e países do terceiro mundo não concorriam a Oscars contra produções do império Disney. Não dá pra culpá-lo. A festa do cinema é também a festa do dinheiro, ok?

Apesar dos aspectos negativos, o Oscar 2012 foi muito emocionante e deu (alguns) prêmios muitos justos. Espero ansiosamente pelo 2013 e por uma possível indicação brasileira novamente. Quem sabe ano que vem Billy Cristal vem com piadas um pouco mais originais. E dessa vez com Jean Dujardin apresentando, oba!

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Menino Prodígio


Músico, ator, dançarino, produtor e, acima de tudo, sonhador. Nick Jonas conquistou todos esses títulos ao longo de sua vida nada sossegada. Apesar da pouca idade, o rapaz de apenas 19 anos já tem um currículo extenso.

Nick em Les Miserables e em Beauty and the Beast

Extreou na Broadway com apenas 7 anos quando um produtor musical descobriu sua maravilhosa voz no salão de beleza em que sua mãe cortava o cabelo e participou de diversas produções, entre elas Les Miserables, Annie Get Your Gun e Beauty and the Beast. Aos 10 anos se mudou para outro tipo de palco. Lançou um álbum gospel com a ajuda do pai e começou a escrever músicas com seus irmão, Joe e Kevin. Daí nasceu o projeto Sons of Jonas, que mais tarde virou a banda Jonas Brothers que, graças à Disney, passou de apresentações em praças de alimentação de shoppings a lotar o Madison Square Garden em menos de dez minutos. Quatro álbuns e duas turnês mundiais foram o suficiente para fazer dos três irmãos uma das maiores boybands da música atual. Mas Nick não parou de atuar durante a carreira de músico. Fez os filmes Camp Rock e Camp Rock II: The Final Jam além de fazer participações em várias séries de TV americanas. A banda entrou em hiatus em 2009 e o caçula do grupo teve tempo para focar em seus próprios projetos.

Nick em seu projeto solo e mais tarde com a banda Jonas Brothers

Lançou um álbum de R&B com sua banda The Administration que infelizmente não emplacou de cara, mas fez seus fãs enlouquerem e até garantiu uma turnê mundial junto com a banda Ocean Grove em 2011 para matar a saudade dos shows. Mas é claro que Nick tinha que voltar às suas raízes no teatro algum dia, certo? Uma de suas realizações recentes foi interpretar Link Larkin na produção de Hairspray no Hollywood Bowl em 2011, mas o maior sonho foi realizado em 2010 quando ganhou o papel do personagem favorito de seu musical favorito: Marius Pontmercy, no aniversário de 25 anos da consagrada peça Les Miserables.

Nick em Les Miserables (2010)

Paralelamente a todos esses projetos ele ainda encontrou tempo para começar uma bem sucedida carreira de produtor musical e já lançou seus primeiros pupilos no mercado, entre eles Gabrielle Giguere. E além disso se envolveu no novo projeto da Quaker para "encontrar a nova Willow Smith".

Apesar de tudo que já conquistou no passado, Nick não para e tudo indica que 2012 será o melhor ano da carreira dele. No dia 24 de janeiro ele reestréia na Broadway para uma temporada de seis meses ocupando o papel principal do musical How To Succeed in Business Without Really Trying que já foi de Darren Criss e Daniel Redcliffe em temporadas passadas. Além disso, boatos fortíssimos deram a entender que a banda Jonas Brothers estará de volta no segundo semestre com um novo CD e, quem sabe, uma turnê mundial? Nick também já demonstrou interesse em participar da série de TV Glee e isso pode acontecer em 2012 com a chegada da quarta temporada do fenômeno mundial. Ninguém pode dar certeza, a única coisa que se pode confirmar é que o menino de Dallas, Texas criado em New Jersey vai continuar correndo atrás do que quer nesse ano e para sempre.


sábado, janeiro 07, 2012

Contador: Nick Jonas de volta à Broadway!

Foi recentemente divulgado que o ator e cantor Nick Jonas, membro da banda de pop rock Jonas Brothers, estará de volta ao ramo dos grandes musicais da Broadway ainda em Janeiro. Por isso, este blog como apoio deixa um contador regressivo a partir de hoje na base da página esperando ansiosamente pela sua grande re-estréia.

De Michigan à Broadway: Uma História de Perseverança


Muitas crianças e adolescentes do mundo inteiro têm esse grande sonho da Broadway que às vezes parece impossível, mas Darren Criss está provando pouco a pouco que sonhos se realizam sim, se você correr atrás e batalhar por eles.
O jovem que se formou na Universidade de Michigan virou fenômeno na internet com sua companhia de teatro Team Starkid em 2009 através da peça A Very Potter Musical, uma paródia engraçadíssima da obra imortal de J.K. Rowling. O musical logo ganhou uma sequência e Darren, que interpretou Harry Potter, logo foi notado. O interessante é que ele nem era o favoritinho do público. Os mais populares do grupo sempre foram Joey Richter e Lauren Lopez (atualmente fazendo trabalhos para a Disney e se preparando para um musical Off-Broadway, respectivamente), mas foi Darren que chamou a atenção de Robert Ulrich, responsável pela seleção de atores da série que é fenômeno mundial, Glee.

Darren em A Very Potter Musical

Team Starkid

Ulrich devorou a audição do rapaz e falou com seus agentes imediatamente, com medo de perder esse talento para alguém. Um corte de cabelo aqui, uma lente de contato ali e um brazer azul foram o suficiente para tranformar Darren no romântico e irresistível Blaine, namorado do jovem gay mais amado pelas adolescentes, Kurt. Blaine é um sucesso entre os fãs da série que pedem aos roteiristas Ryan Murphy, Ian Brennan e Brad Falchuk cada vez mais cenas do casal Klaine, apelido dado pelos fãs aos namoradinhos.

Darren em Glee, como Blaine Anderson

Darren e Robert

Em 2012, no dia 3 de janeiro mais especificamente, Darren realizou mais um sonho de consumo: estreou na Broadway no revival do musical How To Succeed in Business Without Really Trying no papel do fofíssimo J. Pierrepont Finch. A primeira estrela a subir no grande palco nesse revival foi Daniel Radcliffe, o intérprete de Harry Potter na franquia milionária. Pode-se dizer que trocaram um Harry Potter por outro, certo?

Darren e Daniel no cartaz do musical

Darren vai ter o papel por mais duas semanas, pois no dia 24 de janeiro o astro do pop rock membro da banda Jonas Brothers, Nick Jonas, toma seu lugar para começar um ciclo de apresentações com duração de seis meses fazendo sua volta a Broadway depois de quase dez anos.
Dêem uma olhada no video legendado que foi liberado de um ensaio de Darren:


E também algumas fotos de sua primeira apresentação:


Eu acho que Darren nos ensinou que tudo é possível quando se realmente quer. Esse exemplo de perseverança merece todos os aplausos que receberá e mais.

sexta-feira, junho 24, 2011

Mulher Virtual?


Ei, você! Que achava que os japoneses ja tinham conseguido inventar tudo, estava redondamente enganado. A galera dos olhinhos puxados sempre está inventando... A novidade da vez é essa linda moça da foto aqui em cima. Bonita, não? Pois é, trata-se da bela Eguchi Aimi que é considerada a "mulher perfeita" na terra do sol nascente e recentemente conquistou o pais inteiro ao tomar a liderança da banda de J-pop AKB48 num curto comercial de bala de mascar. O que intriga é o simples fato de que essa bela japonesa não existe. A notícia deixou cerca de metade do país desolados, pois a garota virtual já havia conquistado todos com sua docura e seu ar de perfeição.

Eguchi é a mistura das feições das outras integrantes do grupo. Imagina que louco pegarem seus olhos, sombrancelhas e boca pra misturar com as orelhas e nariz de suas amigas? Aparentemente o grupo japonês não teve objeção à idéia. Aliás, dizem por aí que a menina trouxe ao grupo uma cara nova. Será que agora que todos sabem que ela é virtual, a idéia vai emplacar?


Grupo AKB48 (com Eguchi ao centro)


O caso me lembra o enredo de um anime que vi há alguns meses atrás e achei muito interessante. O anime é Lemon Angel Project, onde ouvimos a história de uma banda que foi sucesso no Japão por muitos anos e de repente desapareceu de uma hora pra outra. No desenrolar da história descobrimos que a banda na verdade era apenas um holograma e que o país estava aos pés de um programa de computador.


Lemon Angel Project


Isso é bem bizarro, mas maluquices dessas a gente só vê em animes mesmo. O mais próximo que a já havíamos chegado disso no mundo real é a bonequinha Hatsune Miku, a pioneira dos personagens criados pelo programa Vocaloid e que ganhou fama mundial.



Miku, a famosa vocalista virtual


Mas Miku é um desenho animado com uma dublagem pré programada e que qualquer sabe dizer que não é real. Mas uma mulher de verdade como Eguchi pra mim ainda é coisa de filme de ficção científica! Quanto tempo será que não vai demorar para a menina começar a fazer shows por aí?

Deixo-os com dois vídeos mostrando mais da menina e do grupo japonês. Primeiro o comercial de bala de mascar onde a menina estorou:



E o Making Of do vídeo, onde descobrimos um pouco mais sobre a composição da garota cibernética:



Até onde vocês acham que a tecnologia vai nos levar? Será que vamos chegar ao ponto de não saber se nossos ídolos são reais ou virtuais? Espero que não, né...

sexta-feira, março 11, 2011


É muito triste ver todas essas coisas acontecendo no mundo e essas pessoas sofrendo no Japão, no Hawaii e em tantos outros lugares. Algumas pessoas pensam que apenas os nossos irmãos orientais estão sofrendo, mas o problema é bem maior do que isso.

Segundo um fonte, a costa de Los Angeles estava bastante intensa hoje cedo. No twitter, chegou até mim a seguinte mensagem:

"Starting to see pretty intense current off the coast. Some boats have capsized, others crashing into each other."

"Começando a ver muita intensidade corrente ao largo da costa. Alguns barcos têm virado, outros batendo uns nos outros."

Obrigada @ang_miller.

No Hawaii, as coisas também não andam muito fáceis! Segundo relatos, as pessoas estão em total pânico, pois uma tragédia igual a essa nunca foi vista antes. Tsunamis e terremotos aterrorizaram o dia inteiro.

O twitter se tornou um meio muito mais simples de se informar sobre a situação. Atualizações em vários dos momentos do dia deixaram pessoas do mundo inteiro muito bem e informadas e, infelizmente, mais preocupadas ainda. Pequenos depoimentos como esse nos deixam cada vez mais instigados:

"Nossa aqui no japao esta tendo um terrometo a cada meia hora ontem estava na fabrica quando deu o forte achei q eu ia morrer la"

"
Ate agora ja acharam 238 pessoas mortas e
600 e poucas feridas"

Obrigada @Pah_harumi

Como uma forma de tentar ajudar ou apaziguar a situação, correntes de oração mundiais foram criadas, como essa aqui:


"Às 18hs ( Horário de Brasília) Reze uma 'Ave Maria' para o mundo! Faça como MUITOS irão fazer e ajude com essa oração!!"

Inclusive a hashtag #PrayForJapan ficou nos trending topics (assuntos mais comentados do dia) por mais de 24hrs, e parece que não sairá de lá nunca!


Depoimentos em sites e blogs também têm nos tirado lágrimas dos olhos. Hoje cedo li um deoimento muito emocionante de um brasileiro que vive no Japão e também foi surpreendido pelos tremores. Leiam um pedaço:

"Cheguei em casa depois de um engarrafamento de 9h, mas não estou conseguindo dormir. Está um clima estranho no ar. Medo. Preocupação. Nervoso. Tudo junto. Cheguei em casa e estava tudo revirado. Parecia que alguém entrou e estava procurando alguma coisa. De cara o guarda-chuva no chão. As portas de correr estavam entre abertas. No banheiro, tudo caído na pia. Aspirador de pó no chão. Na sala, porta-retratos, revistas, porta-lápis, tudo no chão. Meu computador felizmente não caiu no chão. Estava apenas com o monitor virado para baixo."

Para terminar de ler, clique aqui.

nos resta rezar mesmo, e esperar que tudo dê certo para essas pessoas. Vamos torcer para que a naturez compreenda nossa sinceridade.

"Espero que o planeta sempre nos veja como filhos e nunca chegue ao ponto de ter que nos tratar como um vírus a ser exterminado."
Guilherme Briggs

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

O Ritual - O Filme


Putz, muito bom.

Hoje eu fui ver o filme O Ritual com a minha turma do colégio e realmente me surpreendi. Quando a gente fala em "filme de exorcismo" vem logo à cabeça "cena da aranha". É automático, certo? Não só esse, como também outros clichês do tipo, audios macabros e sem sentido, cabeças dando voltas de 360° e depois voltando ao normal de uma forma incrivelmente mágica... Mas o incrível desse filme é que NENHUM desses clichês estava lá.

Foi o primeiro filme de exorcismo que eu vi (e que qualquer um já viu né) que não tratou do assunto de uma forma fantasiosa. Creio que isso é porquê o filme é baseado em uma história verídica, o diretor não quis estragar o roteiro, e fez muito bem.

No começo, parece mesmo um filme clichê. Parece que vai terminar com um romance que na vida real seria muito improvável, mas em filmes acontece. Mas no final, nada disso faz parte da história. Uma reviravolta meio que inesperada (e, diga-se de passagem, linda!) transforma este filme numa obra-prima dos "filmes de possessão e afins", aconselho para todos. Não apenas pelo roteiro, que é incrível, mas também pela atuação perfeita do Anthony Hopkins, dando show como sempre. Colin O'Donoghue e Alice Braga nos deixaram um pouco a desejar porque, quando se faz um filme bom assim, esperamos atuações perfeitas, mas não deixaram de fazer também um bom trabalho. Vejam esse filme maravilhoso e concordem comigo!

Segue a sinopse:
Michael Kovak (Colin O’Donoghue) é um seminarista cético e decidido a abandonar seu caminho na igreja, mas seu superior o orienta a passar um período no Vaticano para estudar rituais de exorcismo. Uma vez lá, suas dúvidas e questionamentos só aumentam na medida em que seu contato com o Padre Lucas (Anthony Hopkins), um famoso jesuíta exorcista, o apresenta o lado mais obscuro da igreja. É quando ele conhece a jornalista Angeline (Alice Braga), que investiga as atividades do religioso, e as suas reflexões sobre a crença no diabo e em Deus nâo param de crescer.