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sábado, novembro 02, 2013

Papo de Bilheteria: Dezesseis Luas


Eu relutei pra ver esse filme porque todo mundo me dizia que era ruim e eu tinha medo de que estragasse muito a bela história do livro. Bem, depois de ver eu tive certeza de que as adaptações cinematográficas de Percy Jackson não chegam aos pés de Dezesseis Luas quando o assunto é "ser uma porcaria colossal". Sério semideuses, estão reclamando de barriga cheia.

O filme já começou mal, quando nos primeiros dez minutos pulou mais de cem páginas de entrosamento entre os principais Lena e Ethan. Eu entendo que quando a questão é cinema, cortar é preciso, mas daí a mudar detalhes importantes do livro é demais! As visões do passado de Lena e Ethan (que eu acreditava que seriam realmente épicas em um filme) foram reduzidas a uma cena muito mal dirigida. Um ou outro momento foi digno no roteiro, mas no geral tudo ficou bastante meia boca. Isso inclui as cenas românticas do casal principal que não têm absolutamente nada a ver com o livro. Sem contar o maior absurdo do mundo: um dos maiores mistérios do livro, sobre a mãe de Lena, que só é revelado em uma das últimas cenas foi jogado pro meio do filme numa cena meio sem pé nem cabeça que foi completamente distorcida de uma das cenas mais legais da história. Sorte que a atriz salvou a cena! Além disso eles inventaram detalhes que não fazem sentido na história, mudaram os que mais a tornavam incrível e não explicaram muita coisa. Sumiram com personagens importantes e diminuíram outros que mereciam grande destaque. Um desastre!

Sobre o elenco, até que podia ser pior. Viola Davis como Amma e Emma Thompson como Sra. Lincoln deram show, mas foram as únicas. Gostei das atrizes que fizeram Vovó e Delfine (uma pena que aparecem pouco), mas detestei todos os escolhidos para representar os personagens centrais e o casal protagonista parecia não conhecer seus personagens direito, sinceramente. Jeremy Irons até que deu um bom Tio Macon, mas ele poderia ter ido muito mais fundo (na verdade eu queria que fosse o Anthony Hopkins). Destruíram meu Larkin e ele só teve duas ou três falas no filme, sendo que é importante no livro e nem vou comentar aquela Ridley. Enfim, já notaram que eu não gostei, né?

O grande mistério do livro é a pergunta chave: Lena vai para o bem ou para o mal? Ao menos esse detalhe foi respeitado e posso dizer que a cena em que a resposta é dada até que é quase boa. Eu gostei de ela ter sido jogada pra última cena, causou um efeito dramático. Ao fim de tudo, um gancho para a continuação foi dado, assim como no livro. Mas foi completamente errado, pra variar. Será que vai ter continuação? Espero que não! Estou traumatizada, prefiro meu mundo de Conjuradores apenas nos livros, muito obrigada.

O que mais gostei: a trilha sonora.

O que menos gostei: o desrespeito com a trama principal.

Nota: 4,0

segunda-feira, outubro 14, 2013

Resenha: Dezesseis Luas - Kami Garcia & Margaret Stohl

Sinopse: Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece...  Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona.


~ATENÇÃO: Pode conter spoilers~


Na primeira linha, Dezesseis Luas já me pegou de jeito: é narrado em primeira pessoa por um garoto! Isso vai contra tudo que acreditamos, certo? Ok, brincadeiras a parte, eu fui conquistada pela criatividade nesse caso. A trama do livro é levada praticamente pela nossa protagonista feminina, Lena Duchannes, mas mesmo assim as autoras tiveram a criatividade de nos colocar dentro da cabeça do amável Ethan Wate que é um fofo por quem conseguimos nos apaixonar.

Assim que eu notei que o romance não era o fio condutor da história, me apaixonei de vez. O romantismo está sim presente, mas o conto não é movido por ele. Tudo se move em volta do segredo da família de Lena e dos mistérios da fazenda Ravenwood onde ela mora com seu tio recluso (um dos personagens mais legais do livro). Esse é mais um motivo pra história ser narrada pelo garoto: se pudéssemos ler o pensamento de Lena, metade do suspense iria embora. E Ethan também nos livra de aguentar as inseguranças de uma adolescente apaixonada, o que pode ser divertido quando queremos uma história para nos identificarmos, mas fica chato e cansativo quando a palavra é suspense. Sem contar a possibilidade de ofuscar a genialidade da história da personagem.

O grande mistério é o mais básico numa história onde há vilões e mocinhos numa mesma família (ou seita ou clã, depende do livro): a personagem principal vai para o bem ou para o mal? Não fica exatamente claro se essa decisão é uma escolha ou algo predestinado. Talvez essa tenha sido a intenção das autoras e se foi, palmas para elas, pois conseguiram dar um nó na minha cabeça em algumas partes. Outra coisa que me incomodou foi como as árvores genealógicas me confundiram. Em certo ponto eu me vi tendo que voltar páginas e mais páginas para me situar nos flashbacks (que não são poucos!).

Os personagens secundários foram maravilhosamente bem trabalhados. Desde os poderes de cada um até as personalidades me cativaram e me fizeram querer fazer parte dessa família e ter poderes de conjuradora também. Até personagens que só tiveram uma (sim acredite, só uma) aparição no livro conseguiram deixar sua marca, como o Tio Barclay por exemplo. Meus favoritos foram a sonsa Ridley, Tio Macon, Larkin e o principal Ethan.

Os mistérios e lacunas deixadas em aberto ao longo do livro me lembraram Fallen, mas a maioria das respostas foi dada antes do final, diferente da saga de anjos que te enrola por cinco livros. Quanto à grande pergunta premiada sobre o futuro de Lena, deixo só uma palavra: chocante. A revelação só é dada no último capítulo de forma bem implícita e eu não estava preparada pra ela! Quero os outros livros o quanto antes para saber mais detalhes dessa história intrigante. Agora vamos dar as mãos e rezar para que nos próximos três livros, não encontremos nem sombra do fantasma que aterroriza os fãs de sagas: a enrolação.

O que mais gostei: O universo dos conjuradores criado pelas autoras foi muito bem elaborado.

O que menos gostei: A personagem principal é passiva demais e em alguns momentos o seu pessimismo cheio de "você tem que ficar longe de mim, sou perigosa, mimimi" me irrita.

Nota: 9,5