Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens

sábado, dezembro 21, 2013

Crítica: LiVe - Jonas Brothers


Gravadora: Jonas Brothers Recording (independente)
Gênero: Pop rock
Ano: 2013
Duração: 53 min
Nota: 8,5
Destaque: As canções Pom Poms (live), World War III (live), Wedding Bells e What Do I Mean.


Podem dizer que eu talvez seja suspeita demais para falar sobre Jonas Brothers, mas quem melhor pra avaliar do que alguém que conhece absolutamente tudo o que eles já fizeram?

Após anunciar o fim da banda Jonas Brothers, Nick, Joe e Kevin prometeram dar aos fãs como um presente (ou um pedido de desculpas, como eu interpreto) músicas produzidas por eles de graça. Dito e feito, alguns dias depois o álbum LiVe foi liberado no fã-clube oficial da banda contendo dez faixas ao vivo e cinco versões de estúdio completamente novas. O que me surpreendeu logo que vi o setlist foi que as faixas ao vivo não eram das músicas novas que conhecemos em sua última turnê e sim aquelas músicas dos outros quatro álbuns que todos já conhecíamos. Me perguntei logo de cara o motivo disso. Acredito que novas versões ao vivo de músicas antigas só serviriam pra nós se fossem diferentes de suas versões originais e bem, eles pensaram exatamente como eu.

As faixas ao vivo apresentam algumas diferenças das versões que os fãs estão acostumados. Algumas foram incrivelmente bem trabalhadas e se tornaram outras músicas, como First Time - que conta com lindo solo de Kevin - e Paranoid que ficaram bem menos pop. World War III me lembrou algo que McFly cantaria na época do álbum Radio:Active, se tornando um pouco mais rock. Pom Poms (que já era uma música nova e lançada) se tornou outra coisa. A versão original já é bem divertida e contém um quarteto de metais impressionante, mas essa versão ao vivo mudou até os vocais. A música se tornou mais sexy e o instrumental classe A quase me fez esquecer como a letra é boba. O soul natural da música foi misturado com um pop rock que com certeza fez a platéia dançar e uma pitada de reggae apenas no começo da faixa melhorou tudo ainda mais. A maioria das versões ao vivo soube aproveitar bem o segundo tecladista Marcus Kincy, mas nem tudo são flores, é claro. A participação das backing vocals Paris Carney e Megan Mullins e do violino no palco (também de Megan) é praticamente descartável. E também algumas faixas se tornaram simplórias demais, como Thinking About You e Lovebug (esta última só conseguiu ganhar minha simpatia pela presença das três guitarras no solo do final). Em suma, foi uma boa ideia reunir tantas versões ao vivo com novidades, mas eu mudaria uma coisa ou outra. A melhor parte destas dez faixas é, sem dúvida, a evolução das vozes dos rapazes.

Partindo para as cinco canções novas de estúdio, a coisa muda de figura. Nick Jonas já havia se mostrado um bom produtor musical em inúmeros trabalhos que fez por aí, mas foi sua primeira vez produzindo para os Jonas Brothers e admito que ele merece palmas. Como uma fã, a ideia de ter toda a identidade musical da banda mudada não me agrada, é claro. Mas consegui ter uma ótima impressão das músicas novas e me entristece muito saber que esse é o fim com tanto potencial para um recomeço. Neon é de longe a coisa mais pop que eu já vi. A boa produção, o bom vocal de Joe e a letra divertida me dão impressão de que essa música - extremamente comercial - se sairia bem como single. Found e The World são menos comerciais e menos divertidas, porém lindas demais. The World tem uma pegada funk e Found é um tanto quanto psicodélica, o que poderia atrair um público diferente aos Jonas Brothers. A triste Wedding Bells me impressionou com um instrumental lindo, mas este destoou um pouco da letra depressiva da música. Houve uma boa inserção das cordas, porém tímida. O solo impressionantemente emocionante de Nick assinou embaixo da minha opinião de que essa é a melhor música do álbum, em letra e instrumental. Por último, ficou What Do I Mean que me surpreendeu de tantas maneiras diferentes que chega a ser engraçado. Sinceramente, se eu não conhecesse suas vozes, não acreditaria nem por um segundo que se trata de uma música dos Jonas Brothers. Ela já começa meio obscura e a letra e o instrumental combinam no sentido de ser meio góticos. Uma excelente faixa eletrônica, merece palmas por sua produção. Sua mensagem é um tanto quanto rancorosa e podemos sentir isso através do instrumental. E por fim, há certas metáforas gospel que eu sinceramente não entendi, mas admito que achei divertidas e inusitadas.

Para os fãs, é realmente difícil dizer adeus, mas ao menos ter o contato com um trabalho final tão inusitado nos deixa com água na boca para saber de seus próximos trabalhos solo, que devem nos surpreender ainda mais que esse ótimo álbum.

terça-feira, novembro 26, 2013

Crítica: Midnight Memories - One Direction

Obs.: Essa crítica inclui as músicas da versão Deluxe do álbum.

Gravadora: Syco Music
Gênero: Pop rock
Ano: 2013
Duração: 59 min
Nota: 9,0
Destaque: As canções Alive, Midnight Memories, Strong e Little Black Dress.

Um misto de emoções! Foi o que eu senti ouvindo o Midnight Memories pela primeira vez. O novo álbum da boyband mais badalada do momento conseguiu me impressionar em cada uma das faixas (infelizmente nem todas para o bem) de um jeito que às vezes eu tinha que voltar e tocar a mesma música duas ou três vezes pra entender se era isso mesmo.

O álbum está cheio de rock, e não qualquer rock. Rock dos anos 80! Does He Know, Alive e Little Black Dress (que já se tornou minha favorita na história da banda) foram extremamente bem produzidas, lembrando aqueles rocks antigos tão aclamados e adorados. Porém algumas como Why Don't We Go Here? não me impressionaram na questão de explorar um novo ritmo e ficaram fracas. É claro que há aquelas canções típicas de One Direction, que todos conhecemos bem e alguns amamos. Half A Heart e You And I ficam nessa categoria. Little White Lies e Diana gritaram bem alto na minha cara "HEY! AINDA SOMOS UMA BOYBAND!" e tenho a impressão de que a segunda será o próximo single, quem concorda?

Nem todas as músicas foram espetaculares, óbvio. Better Than Words por exemplo, pecou na simplicidade. Poderia ser muito melhor explorado na questão instrumental. Na verdade o álbum inteiro não traz uma grande variedade instrumental. Tive a impressão de que certas canções seriam muito melhores em versão acústica (como a própria Better Than Words, Through The Dark e Happily). Right Now é muito diferente do que eles geralmente fazem, meio eletrônica e tal, e eu não gostei, fiquei feliz por ser a única nesse estilo dentro do álbum.

O amadurecimento nas letras foi evidente. A composição teve grande participação dos próprios rapazes e também dos integrantes do McFly, o que fez diferença dos outros álbuns onde houve pouco envolvimento destes. Strong por exemplo, me deixou no chão em posição fetal com o dedo na boca de tão bela e sincera, sendo romântica sem ser clichê ou melosa. Quero mais e mais canções assim vindo dos meninos!

As vozes estão cada vez melhores, o treino intensivo está fazendo efeito! Destaque pros solos maravilhosos de Harry e Liam. Todas as vozes amadureceram, mas infelizmente como se trata de uma boyband, existe um destaque. No caso do One Direction, é o Harry Styles (tanto nos vocais quanto em clipes e divulgação). Mas mesmo assim, amamos e adoramos todos os meninos pelo incrível trabalho que fizeram juntos no Midnight Memories.

Sobre os singles já lançados, Best Song Ever e Story Of My Life, tenho opiniões divergentes. Best Song Ever traz o que eu chamo de "efeito PSY". Música e clipe que separados não fazem sentido, mas juntos se tratam de uma boa crítica. Já Story Of My Life é pouco mais que genial, clipe, música e letra! Espero que o terceiro single mostre um pouco mais da variedade desse álbum, que é enorme!

sábado, outubro 19, 2013

Crítica: Girls - Girls


Gravadora: Sony Music
Gênero: Pop/Dance/Teen
Ano: 2013
Comprimento: 47 min
Nota: 7,5
Destaque: As canções Acenda a Luz, 24 Horas e Guerreiras





Um grupo que nasceu de um reality show de música não pode ser logicamente considerado menos que muito talentoso. Então partindo daí, vamos esquecer as vozes maravilhosas e os pulmões alienígenas de Ani Monjardim, Bruna Rocha, Caroline Ferreira, Jennifer Nascimento e Natascha Piva e falar só sobre o álbum homônimo da nova banda.

Assim que fui escutando as primeiras canções eu tive a errônea impressão de que as canções eram "todas iguais". Isso porque ele é recheado de dance e eletro que cativam e te fazem querer pular da cadeira, mas infelizmente deixam a desejar com as letras que parecem não dizer "nada". O hit Monkey See Monkey Do é divertido e fala o básico da adolescência: sair para se divertir com amigas, ir para uma balada, ser uma garota livre. Essa é uma mensagem boa, mas depois da terceira música cansa um pouco. Eu não sou de preferir as canções mais lentas, mas elas roubaram a cena nesse álbum. Acenda a Luz é linda e, junto das outras baladas, traz a tona um lado muito mais bonito da banda Girls, com letras que você consegue de fato acreditar.

O álbum é indiscutivelmente bem produzido, isso ninguém pode negar. Foi um trabalho e tanto. Algumas músicas têm um toque latino-americano divertido, especialmente a animada Ramón. Isso, junto da mistura de português com inglês presente em todo o álbum, transformou o CD em um prato cheio de referências como Jeniffer Lopez e Pitbull. Isso é muito divertido e não existe muito no nosso país ainda, apesar de fazermos parte da América Latina. Nisso o álbum ganhou muitos pontos comigo.

Infelizmente, como em toda boy/girlband, sempre há aquele elemento que se destaca mais. No caso das Girls seria a Jennifer, que está quase sempre no centro e geralmente canta mais partes nas músicas. Não vou entrar no debate de quem canta melhor que quem, apenas comento como achei triste a falta de originalidade dos produtores nesse caso. A triste realidade da vida é que ainda está para nascer uma banda que não tenha um "favorito".

As parcerias do álbum são fortes. Negra Li contribui na maravilhosa Guerreiras, que é uma música que precisa ser ouvida por toda jovem sonhadora do nosso país. Há o jovem MIKA, Suave (ele foi o intérprete do Dogão, quem lembra do cachorrão do rap?) e também Aggro Santos, dando as caras no álbum. Isso tornou tudo muito mais diversificado.

O álbum fica com sete e meio pela sua falta de capacidade de impressionar, mas isso de jeito nenhum desmerece a qualidade das músicas ou o talento notável das cantoras. Fica como recomendação quem precisa de músicas pra dançar até o chão ou agarradinho na balada de aniversário.

segunda-feira, setembro 02, 2013

Get On The Floor!

O Rio de Janeiro ficou em chamas com o Swagger Jagger de Cher Lloyd!


A primeira passagem da quarta colocada do The X Factor UK com certeza entrou para a história. Depois de uma grande confusão no aeroporto em Recife, foi a vez do Rio de Janeiro dar as boas vindas à mocinha e eu estava lá! Logo de cara, foi tudo dando errado. Os fãs descobriram o número do voo e o horário de chegada dele no aeroporto Galeão, o que pode ser muito bom pra nós, mas geralmente é ruim pro artista. Um grupo razoável (e nem um pouco comparável à multidão de Recife) ocupou o desembarque e assustou a chegada de Cher. A moça, com medo da confusão da outra cidade se repetir não achou legal e acabou até chorando! Eu fiquei bem ao lado dela várias vezes e pude ver como ela estava intimidada com a abordagem dos fãs. Não aconteceu nada demais, mas os britânicos realmente não estão acostumados com o “calor” dos brasileiros. Os seguranças mal preparados e rudes também não ajudaram e um deles inclusive agrediu os fãs e a própria Cher Lloyd com palavras e gestos. Esse foi o primeiro ponto negativo da organização do Mundo Show Festival, mas se pensarmos bem não foi exatamente culpa deles. No final das contas, todos se acalmaram e começaram a cantar e fazer um lindo coro de Oath, em meio a vários "I'm sorry Cher". Logo ela conseguiu se acalmar e vários sorrisos e acenos fizeram a felicidade dos brats (nome do fandom da Cher!). Quando ela se foi, acenando para todos e com um sorriso no rosto, todo o fandom partiu também. Era hora de morgar na fila.


Chegando no HSBC Arena, a primeira coisa óbvia de se constatar foi que os ingressos não chegaram nem perto de esgotar. A fila da pista premium tinha cerca de cem pessoas, a pista comum mais ou menos trinta e as outras pistas ainda não existiam! Demorou horas até que uma galera mais ou menos considerável chegasse na porta da casa de show. Eis o que penso sobre: o Mundo Show Festival tinha tudo mesmo para bombar, mas uma divulgação pouco eficiente foi o pecado deles. Mas a organização estava mais decente do que muita coisa que a nossa tão amada e adorada "produtora azul" fez nos últimos anos. A entrada foi impecavelmente organizada, quase nada atrasou e a revista foi muito bem feita. Entrando no HSBC Arena, o que se encontrava eram funcionários calmos e organizados, prontos para dar resposta a qualquer dúvida dos pagantes. Um ponto fraco foi o fato de que quando entramos, a passagem de som e afinação dos instrumentos ainda estava rolando. Isso sem dúvida foi bem chato de aguentar, especialmente para mim que estava nas cadeiras vermelhas, bem em frente às caixas de som. Demorou bastante, mas finalmente os shows começaram. E as pistas estavam vergonhosamente vazias. O problema sem dúvida não foi o preço do ingresso, que estava bem barato. Mas o problema de divulgação com certeza foi o pecado capital do Mundo Show Festival. Talvez se eles tivessem conseguido um local menor, como o Vivo Rio ou o Maracanãzinho, as coisas tivessem sido diferentes. Afinal, a impressão que eu tive de cima foi que o local estava completamente vazio, o que não pode ser bom pra um festival.

A atração de abertura foi o Pollo, animados pela primeira apresentação no Rio de Janeiro. Logo depois veio o Fresno e então o College 11. Admito que fiquei no facebook o tempo todo e olhei pra frente poucas vezes. Eu estava lá pela Cher e só pela Cher eu me levantaria.


No final do show do College 11, o palco começou a ser preparado para a próxima atração. Levanta cenário aqui, cola setlist no chão ali e a bateria de Cher entrou no palco! Todos ficaram de boca aberta quando perceberam que ela não ia fechar o festival! Não demorou e a pequenininha entrou no palco com um lindo vestido e muito animada em conhecer os seus brazilian bratsComeçando com a animada Swagger Jagger e terminando com a revoltada e divertida Want You Back, Cher Lloyd passou por nós como num piscar de olhos! Todos ficaram de queixo caído quando ela deixou o palco depois de dez músicas muito bem interpretadas. Ela foi a atração principal? Sim. Porém o show foi tão curto que quem se distraiu perdeu! Eu me diverti, dancei e cantei muito, apesar de ser um show bem curtinho. Ela riu, dançou e se divertiu com as surpresas preparadas por seus fãs, como as plaquinhas com a letra de sua música e os balões para determinado momento. Na setlist eu senti falta da minha querida Behind The Music, mas essa falta foi compensada com as ótimas Playa Boi, Oath e Beautiful People. Até mesmo Over The Moon e Talkin' That que fazem parte da versão japonesa do CD, deixando todo mundo louco!

Infelizmente, uma hora a pequenininha teve que ir embora e pegou um ônibus fretado direto para São Paulo, não dando chance aos fãs que ficaram acampados na porta de seu hotel. Assim que Cher nos deixou, NxZero entrou fazendo o que sempre fez bem, logo seguido de Strike. Ambos os shows foram incríveis, animados e muito maiores que o de Cher. Pois é, queridos brats, ainda não chegou o dia em que teremos um show só de Cher Lloyd em nossas terras. Vamos torcer para que o amor que mostramos (mesmo que de uma forma meio torta às vezes) a faça voltar mais e mais vezes!


Mundo Show Festival

Nota: 8,5
Crítica: Foi até bom demais para uma primeira edição, comparado ao que passamos com tanta bagunça das produtoras de hoje em dia. Torço por uma segunda edição mais preparada que continue trazendo artistas que não interessam às "grandes" produtoras.
Aprovado: Sim!

Nota¹: A música do título é Swagger Jagger da Cher Loyd.
Nota²: Crédito das fotos http://cherlloydbr.com.

VMA 2013

A MTV Brasil está falindo, mas a USA continua de vento em polpa! Senhoras e senhores, abram alas para o VMA!


Com os comentários muito mais que dignos de Didi e a presença de Daniel Furlan (que parecia mais querer estar em qualquer lugar do mundo menos cobrindo o VMA), a cobertura do VMA 2013 na MTV foi ótima. De início eu pensava que haveria uma tradução simultânea, mas quando vi que a transmissão ao vivo não teria dublagem improvisada, quase dei pulos de alegria. Deus abençoe o áudio original!

Só a abertura da cerimônia com a primeira apresentação ao vivo de Applause já foi mais do que digna! Lady Gaga surpreendeu mais uma vez, não saindo de um ovo ou montando um monstro robô gigante no palco, mas sim com suas trocas de roupa mágicas! Ela se trocou quatro vezes no meio do palco e cada uma delas foi mais espetacular que a anterior. Me perdoem por ter ficado de boca mais que aberta, mas de fato a gente nunca sabe o que esperar de Gaga. Mais uma vez, ela surpreendeu e nos atingiu com sua genialidade. Bruno Mars fez uma apresentação bela, mas com seu novo single que é de longe a música mais fraca de seu CD. Queremos Locked Out Of Heaven, Bruno! Austin Mahone nos divertiu no tapete vermelho com seu incrível playback, logo seguido de Ariana Grande que deu uma verdadeira aula de canto ao moço. Miley Cyrus conseguiu levar os queixos de toda a família Smith e também dos telespectadores ao chão em sua apresentação polêmica com Robin Thicke. Macklemore & Ryan Lewis se juntaram com Mary Lambert para colocar lágrimas nos olhos dos todos com sua música Same Love, que ganhou o prêmio de Melhor Vídeo Com Uma Mensagem dando um tapa na cara da homofobia. 
O conjunto de apresentações foi ótimo sim, mas eu senti muita falta das indiretas musicas de Taylor Swift e também da animação do One Direction que poderia ter incendiado aquele palco. E por falar em Taylor Swift e One Direction, devo dizer que meu queixo foi no chão quando ela agradeceu seu prêmio de melhor vídeo feminino (por I Knew You Were Trouble, que dizem ser para o Harry Styles da 1D) à pessoa que inspirou essa música. "Você sabe exatamente quem você é!" foram as palavras exatas da loira. A melhor parte foi quando a câmera foi imediatamente no One Direction e mostrou Liam, Louis, Zayn e Niall se rasgando de tanto rir enquanto Harry olhava pro alto e tentava desviar das lentes. O que todos queremos dizer é "Obrigada, Taylor. Obrigada."

O trunfo da noite e, devo dizer dos últimos dez VMA's com certeza foi a apresentação mais que épica de Justin Timberlake. Não contente com faturar os prêmios de Vídeo do Ano e Melhor Edição com Mirrors e Melhor Direção com Suit & Tie, ele ainda teve o disparate de ser o grande homenageado da noite com o prêmio de Artista de Vanguarda, apadrinhado por nada mais nada menos que Michael Jackson. E se sua performance maravilhosa já conseguiria tirar nosso fôlego sozinha, imagina quando o NSYNC subiu ao palco! Todos – em casa e na plateia – perderam a linha totalmente quando o grupo se uniu pela primeira vez em dez anos dançando e cantando Girlfriend e Bye Bye Bye, seus maiores sucessos. Todos ficamos exaustos depois de tanto talento explícito jogado assim direto na nossa cara. E me diga, quem não ficaria?


O ponto alto do VMA foi o fato de que os prêmios foram mais que justos, mas eu permaneci emburrada do primeiro segundo até o último sentindo falta de tudo que a MTV faz questão de renegar. Jonas Brothers, Demi Lovato e outros que já lhes renderam tanto dinheiro e agora não recebem nem um convite para o VMA, muito menos uma indicação. Vamos torcer para que nossos ídolos voltem e recebam o respeito que merecem! Quem sabe daqui a dez anos não vemos os Jonas Brothers recebendo o prêmio de Artista de Vanguarda? Tudo é possível!

Então pra terminar vamos fazer um bolão? Eu aposto que ano que vem o One Direction vai ganhar o prêmio de Melhor Música do Verão de novo e Ed Sheeran, R5, Little Mix e Cher Lloyd estarão todos presentes e indicados. Vale um chocolate! Quem entra nessa comigo? ;)

terça-feira, agosto 06, 2013

Crítica: P9 - P9



Gravadora: Sony Music Enterteinment
Gênero: Pop
Ano: 2013
Comprimento: 46 min
Nota: 7,5
Destaque: As canções New York Minute e Broken Angel


A boyband carioca P9 que acaba de lançar seu primeiro CD homônimo ainda está invadindo todas as rádios brasileiras. O grupo que estava praticamente fadado a ser mais uma banda de um single só parece estar dando apenas os primeiros passos de uma jornada possivelmente promissora no mundo da música. O fato de os meninos serem brasileiros com certeza chama a atenção do público numa época em que boybands estão na moda em todos os cantos do mundo. O álbum tem apenas duas músicas em português, mas todas as faixas têm um ar de adolescente praieiro e que sabe aproveitar a vida. Até o nome da banda remete ao cotidiano carioca. P9 = Posto 9, ponto de encontro de jovens do toda a cidade em Ipanema. O que muitos não sabem é que a banda tem um contrato de artistas internacionais com a gravadora Sony e isso lhes dá um futuro garantido no ramo musical. O grupo acabou de começar, mas já tem grandes planos e sonhos.
O álbum P9 foi produzido e gravado em New York, em um estúdio de alta qualidade que deu valor às canções jovens. Cada uma das faixas, até as mais românticas, te dá vontade de levantar da cadeira e dançar. O P9 foi moldado por sua gravadora da maneira correta: como o público de boyband vai gostar. Seu som não é nada extraordinário, pelo contrário, é tão comum quanto tudo que já se ouviu, mas mesmo assim os rapazes conseguem passar energia por suas músicas e clipes. Dá pra ver que existe uma grande influência - mesmo que indiretamente - em outras boybands que fazem sucesso atualmente. Me arrisco a dizer que a imagem do P9 que conhecemos nasceu da simples ideia: apelo visual do One Direction com música do Big Time Rush.
  Igor Von Adamovich, Jonathan Couto, Guilherme dos Santos e Michael Band que estão só começando têm todo o direito do mundo de dar seus tropeços e gravar uma ou outra música que não sejam exatamente uma obra de arte completamente original. As canções têm quase nenhuma participação dos meninos na composição, mas eles foram bem sucedidos em interpretá-las e colocar seu estilo nelas.
Nós, jovens que apreciam boybands desde o primeiro backstreet's back, esperamos ansiosamente pela ascensão e evolução do P9. Assim como vimos acontecer com o One Direction, que se torna mais independe na composição das próprias músicas a cada dia, é possível que o P9 se torne um exemplo extraordinário de crescimento musical. Voz, oportunidade e capacidade o grupo tem de sobra.

Give A Little Heart and Soul!


Nesse fim de semana eu fui pra um dos melhores shows da minha vida! Dizem por aí que o show não é nada se você não for fã fervorosa e eu estou aqui para provar que é mentira. Eu estive no show do Hanson no sábado (20/07) e até agora estou impressionada com a qualidade musical do grupo. Não é o mesmo que ouvimos no CD, é ainda melhor! Me impressionou por ser um concerto de música e não para mostrar o quanto eles são bonitinhos (o que não é pouco!). Isaac, Zac e Taylor deram uma digna aula de presença de palco e excelência musical. Realmente não se pode esperar menos de um grupo de mais de vinte anos de carreira. Os fãs do Hanson (ou 'fansons') marcaram presença por um bom tempo na fila, mostrando que não importa quanto tempo passe e como eles demoram a vir para o país, eles sempre continuarão lá.


As fãs Thaís Gallo e Isabelle Oliveira chegaram às três da manhã para garantir os primeiros lugares.

Dando um show de talento do início ao fim do show, os irmãos da banda Hanson abriram com chave de ouro a turnê Anthem (que, aliás, também é o nome do novo álbum) no Rio de Janeiro, cantando tanto suas novas e incríveis canções recheadas de rock quanto os clássicos que enchem de lágrimas os olhos dos fãs. Afinal, quem não se lembra da bela Crazy Beautiful? Mas todos realmente pularam quando a primeira canção da banda que encantou o mundo começou a tocar: MMMBop. O trio também resolveu fazer uma surpresa para os fãs ressuscitando uma música que não era tocada a cerca de seis anos: Weird. O show foi divido em três atos, onde cada um dos irmãos teve momentos solo e houve revezamento de instrumentos, mostrando ainda mais o quanto eles são talentosos. Houve também uma lindíssima surpresa (para nós e para eles): quando o show terminou e todos os músicos saíram, a plateia gritou pela música Save Me, que ficou de fora do setlist. Rindo, os irmãos tiveram uma breve conversa e pegaram seus instrumentos de volta para dar mais alguns minutos de felicidade àqueles que os esperaram por anos. Isso foi apenas uma das coisas mais belas que eu já vi, demonstrando como os rapazes se importam com os fãs.



Ao final de uma linda e romântica noite, muitos fãs foram correndo para aeroportos e rodoviárias, a fim de assistir o show de São Paulo e ter mais alguns preciosos momentos na companhia dos ídolos. Surpreendendo os fãs, eles deram atenção a absolutamente todos os que os esperaram no aeroporto do Rio de Janeiro, que é uma coisa que antigamente não costumava acontecer. Cada fã de Hanson da cidade maravilhosa agora mantém um sorriso no rosto que não vai se apagar tão cedo, graças ao show que não apenas agradou fãs de longa data, como também fez novos fãs.
 

O tecladista, Taylor Hanson, foi o que mais interagiu com o público, pegando duas bandeiras do Brasil e vários presentes que foram jogados para ele.


P.S.: A música do título é Give a Little, do Hanson.

Crítica: Monomania - Clarice Falcão


Gênero: Folk
Ano: 2013
Comprimento: 35 min
Nota: 9,0
Destaque: As canções Eu Esqueci Você, A Gente Voltou e Oitavo Andar.


Misture Jack  Johnson  com Lily Allen: Bem vindo à Monomania!
Clarice Falcão surpreendeu a todos com Monomania. Que a moça tinha uma voz doce todos já sabíamos afinal, seus momentos musicais no vlog Porta dos Fundos são pouco menos que épicos. Mas sua habilidade de escrever músicas bonitas que talvez te façam chorar e ao mesmo tempo tão engraçadas que colocarão um sorriso em seus piores dias era desconhecida para boa parte do público.
Como a própria Clarice diz na canção Monomania, o CD é cheio de canções compostas para uma pessoa só. E isso fica visível quando uma história se encaixa perfeitamente na seguinte. Clarice tem o dom da comédia que a permite colocar humor até nas músicas mais tristes. Além da capacidade de tocar o coração com suas letras simples e verdadeiras. O que mais me impressionou nas canções completamente folk, foi a maneira que ela encontrou de entrar com situações cotidianas nas letras de modo pouco espalhafatoso, provando que não precisa de palavras grandes e eruditas para compor uma bela música.
Em diversas faixas do álbum ela trata do tema “loucura”. Em mais de uma canção o eu lírico se vê diante de um amor doentio onde seu “parceiro” precisaria se ver obrigado a fugir ou a procurar a delegacia mais próxima. Acredito que esta seja sua maneira de trazer a realidade de alguém que ama demais ainda na pegada do humor.
As canções mais engraçadas do que poéticas não são exatamente o foco de entretenimento desta que vos escreve, mas Monomania conseguiu extirpar de mim um preconceito a um longo tempo adquirido. Recomendo a todos os brasileiros sedentos por música nacional de qualidade e cansados de compositores metidos a Shakespeare. Para todos vocês que estão atrás de entretenimento saudável e livre de politicagem, se joguem em Monomania.

domingo, julho 21, 2013

A Trilha Sonora da Minha Vida

Esse é um tipo de tabela que eu vi no blog Ler, Imaginar e Criar e achei incrível! Basta dar play no aleatório do seu media player e preencher a lista com as músicas que vierem na ordem, sem roubar! Ninguém me indicou, então não indico ninguém. Sintam-se livres para pegar e fazer também, porque é divertido demais!


- Créditos iniciais: Everyday I Have The Blues - John Mayer
- Música do meu nascimento: Big Night - Big Time Rush
- Primeiro dia na escola: Mary's Song (Oh My My My) - Taylor Swift
- Primeira briga: Vultures - John Mayer
- Tema de sua vida escolar: Rose's Turn - Gypsy: The Musical (Glee version)
- Música do meu primeiro aniversário: Free Fallin' - John Mayer
- Música do meu primeiro beijo: Hard Days - Paris Carney
- Tema de sua vida adulta: Sofa - Ed Sheeran
- Trilha sonora para sua primeira vez: Quiet - John Mayer
- Trilha sonora para as demais vezes: Hello Beautiful - Jonas Brothers
- Primeira canção em seu carro: Roman's Revenge - Nicki Minaj feat. Eminem
- Tema de seus flashbacks: Faces - Ed Sheeran feat. Yelawolf
- Música da primeira decepção amorosa: Holy Ground - Taylor Swift
- Sua canção de namorados: Colored Woman - Memphis: The Musical
- Música do meu casamento: Singing In The Rain/Umbrella - Glee
- Música do nascimento do meu filho: Always The Best With You - Ryan Liestman
- Última música que ouvirá antes de virar gagá: Brave Face - Delta Goodrem
- Música que estará tocando quando morrerá: Really Don't Care - Demi Lovato feat. Cher Lloyd (um beijo pro recalque!)
- Música do meu funeral: Marry The Night - Lady Gaga

- Créditos finais: Last Night On Earth - Delta Goodrem

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Menino Prodígio


Músico, ator, dançarino, produtor e, acima de tudo, sonhador. Nick Jonas conquistou todos esses títulos ao longo de sua vida nada sossegada. Apesar da pouca idade, o rapaz de apenas 19 anos já tem um currículo extenso.

Nick em Les Miserables e em Beauty and the Beast

Extreou na Broadway com apenas 7 anos quando um produtor musical descobriu sua maravilhosa voz no salão de beleza em que sua mãe cortava o cabelo e participou de diversas produções, entre elas Les Miserables, Annie Get Your Gun e Beauty and the Beast. Aos 10 anos se mudou para outro tipo de palco. Lançou um álbum gospel com a ajuda do pai e começou a escrever músicas com seus irmão, Joe e Kevin. Daí nasceu o projeto Sons of Jonas, que mais tarde virou a banda Jonas Brothers que, graças à Disney, passou de apresentações em praças de alimentação de shoppings a lotar o Madison Square Garden em menos de dez minutos. Quatro álbuns e duas turnês mundiais foram o suficiente para fazer dos três irmãos uma das maiores boybands da música atual. Mas Nick não parou de atuar durante a carreira de músico. Fez os filmes Camp Rock e Camp Rock II: The Final Jam além de fazer participações em várias séries de TV americanas. A banda entrou em hiatus em 2009 e o caçula do grupo teve tempo para focar em seus próprios projetos.

Nick em seu projeto solo e mais tarde com a banda Jonas Brothers

Lançou um álbum de R&B com sua banda The Administration que infelizmente não emplacou de cara, mas fez seus fãs enlouquerem e até garantiu uma turnê mundial junto com a banda Ocean Grove em 2011 para matar a saudade dos shows. Mas é claro que Nick tinha que voltar às suas raízes no teatro algum dia, certo? Uma de suas realizações recentes foi interpretar Link Larkin na produção de Hairspray no Hollywood Bowl em 2011, mas o maior sonho foi realizado em 2010 quando ganhou o papel do personagem favorito de seu musical favorito: Marius Pontmercy, no aniversário de 25 anos da consagrada peça Les Miserables.

Nick em Les Miserables (2010)

Paralelamente a todos esses projetos ele ainda encontrou tempo para começar uma bem sucedida carreira de produtor musical e já lançou seus primeiros pupilos no mercado, entre eles Gabrielle Giguere. E além disso se envolveu no novo projeto da Quaker para "encontrar a nova Willow Smith".

Apesar de tudo que já conquistou no passado, Nick não para e tudo indica que 2012 será o melhor ano da carreira dele. No dia 24 de janeiro ele reestréia na Broadway para uma temporada de seis meses ocupando o papel principal do musical How To Succeed in Business Without Really Trying que já foi de Darren Criss e Daniel Redcliffe em temporadas passadas. Além disso, boatos fortíssimos deram a entender que a banda Jonas Brothers estará de volta no segundo semestre com um novo CD e, quem sabe, uma turnê mundial? Nick também já demonstrou interesse em participar da série de TV Glee e isso pode acontecer em 2012 com a chegada da quarta temporada do fenômeno mundial. Ninguém pode dar certeza, a única coisa que se pode confirmar é que o menino de Dallas, Texas criado em New Jersey vai continuar correndo atrás do que quer nesse ano e para sempre.