quinta-feira, agosto 15, 2013

Blow Your Speakers: Cher Lloyd


Gênero musical: Pop/hip hop
Gravadora: Syco Music/Epic Records
Onde encontrar: http://cherlloyd.com

Há quem não conheça, há quem não goste, mas a grande maioria concorda: Cher Lloyd veio pra ficar!

A cantora britânica “apareceu” no The X Factor, assim como tantos outros artistas que conhecemos e amamos - ou não. Durante sua trajetória no programa, Cher foi orientada por Cheryl Cole e chegou a ouvir do todo poderoso Simon Cowell que uma de suas apresentações foi "o desempenho da temporada". A jovem terminou em quarto lugar no programa, mas seu holofote não se apagou por aí. Logo após o final da temporada a cantora assinou contrato com a Syco Music, responsável por grandes sucessos como One Direction, Rebecca Ferguson, Little Mix, Leona Lewis e etc.

O primeiro hit foi Swagger Jagger que saiu em julho de 2011 e contagiou rádios do mundo inteiro. Logo depois, Cher emplacou With Ur Love, Want U Back (que por acaso é a favorita desta que vos escreve) e a meiga Oath em parceria com Becky G.

O que mais se escuta sobre Cher em questão de crítica é que ela tem uma voz "nojentinha demais". Eu também não tive a melhor primeira impressão do mundo quando ouvi suas primeiras apresentações ao vivo no palco do The X Factor, mas mudei completamente de opinião quando me toquei que essa é a graça da Cher: ela tem uma voz incomum que não agrada a todos, mas que faz um estrago quando dá de cara com uma música forte e poderosa, assim como ela. Além de seu estilo, é claro. O colorido berrante e fluorescente de Cher dá a impressão de que ela é uma menina 100% fofa e cute-cute, mas não é bem assim. Desde sua audição no programa que revela talentos, quando ela cantou uma música de Soudja Boy, eu soube que ela não era só mais uma cantora de pop. Não só suas tatuagens como também suas letras deixam claro que ela não é bem do estilo princesinha. Recomendo Want You Back e Riot! pra quem quiser perder essa impressão.

O primeiro álbum de estúdio, Sticks & Stones, foi lançado em 7 de novembro de 2011 e alcançou o quarto lugar na lista dos mais vendidos. Com um enorme sucesso, Cher assinou um contrato nos Estados Unidos com a LA Reid e a Epic Records para mais tarde lançar a US version (sem os palavrões!) do Sticks & Stones em dezembro de 2012. Depois de uma turnê pelo Reino Unido e parcerias quentes com Demi Lovato e Ne-Yo, Cher continua subindo. Ela contou no twitter que já está trabalhando em seu segundo álbum de estúdio e uma ótima novidade para seus fãs brasileiros foi anunciada há pouco tempo. Em junho de 2013, o Mundo Show Festival anunciou que sua primeira edição contaria com a presença de Cher! Isso mesmo, a jovem tem os dias contados para por os pés no Brasil pela primeira vez. Quem está ansioso?


Sobre o Mundo Show Festival

Quando? 23, 24 e 25 de agosto
Onde? Recife, Rio de Janeiro e São Paulo
Quanto? Os preços variam entre 1000$ e 70$
Atrações: Fresno, Pollo, Strike, College 11, NxZero, Cher Lloyd
Ingressos: http://bomshow.com

terça-feira, agosto 06, 2013

Crítica: P9 - P9



Gravadora: Sony Music Enterteinment
Gênero: Pop
Ano: 2013
Comprimento: 46 min
Nota: 7,5
Destaque: As canções New York Minute e Broken Angel


A boyband carioca P9 que acaba de lançar seu primeiro CD homônimo ainda está invadindo todas as rádios brasileiras. O grupo que estava praticamente fadado a ser mais uma banda de um single só parece estar dando apenas os primeiros passos de uma jornada possivelmente promissora no mundo da música. O fato de os meninos serem brasileiros com certeza chama a atenção do público numa época em que boybands estão na moda em todos os cantos do mundo. O álbum tem apenas duas músicas em português, mas todas as faixas têm um ar de adolescente praieiro e que sabe aproveitar a vida. Até o nome da banda remete ao cotidiano carioca. P9 = Posto 9, ponto de encontro de jovens do toda a cidade em Ipanema. O que muitos não sabem é que a banda tem um contrato de artistas internacionais com a gravadora Sony e isso lhes dá um futuro garantido no ramo musical. O grupo acabou de começar, mas já tem grandes planos e sonhos.
O álbum P9 foi produzido e gravado em New York, em um estúdio de alta qualidade que deu valor às canções jovens. Cada uma das faixas, até as mais românticas, te dá vontade de levantar da cadeira e dançar. O P9 foi moldado por sua gravadora da maneira correta: como o público de boyband vai gostar. Seu som não é nada extraordinário, pelo contrário, é tão comum quanto tudo que já se ouviu, mas mesmo assim os rapazes conseguem passar energia por suas músicas e clipes. Dá pra ver que existe uma grande influência - mesmo que indiretamente - em outras boybands que fazem sucesso atualmente. Me arrisco a dizer que a imagem do P9 que conhecemos nasceu da simples ideia: apelo visual do One Direction com música do Big Time Rush.
  Igor Von Adamovich, Jonathan Couto, Guilherme dos Santos e Michael Band que estão só começando têm todo o direito do mundo de dar seus tropeços e gravar uma ou outra música que não sejam exatamente uma obra de arte completamente original. As canções têm quase nenhuma participação dos meninos na composição, mas eles foram bem sucedidos em interpretá-las e colocar seu estilo nelas.
Nós, jovens que apreciam boybands desde o primeiro backstreet's back, esperamos ansiosamente pela ascensão e evolução do P9. Assim como vimos acontecer com o One Direction, que se torna mais independe na composição das próprias músicas a cada dia, é possível que o P9 se torne um exemplo extraordinário de crescimento musical. Voz, oportunidade e capacidade o grupo tem de sobra.

Give A Little Heart and Soul!


Nesse fim de semana eu fui pra um dos melhores shows da minha vida! Dizem por aí que o show não é nada se você não for fã fervorosa e eu estou aqui para provar que é mentira. Eu estive no show do Hanson no sábado (20/07) e até agora estou impressionada com a qualidade musical do grupo. Não é o mesmo que ouvimos no CD, é ainda melhor! Me impressionou por ser um concerto de música e não para mostrar o quanto eles são bonitinhos (o que não é pouco!). Isaac, Zac e Taylor deram uma digna aula de presença de palco e excelência musical. Realmente não se pode esperar menos de um grupo de mais de vinte anos de carreira. Os fãs do Hanson (ou 'fansons') marcaram presença por um bom tempo na fila, mostrando que não importa quanto tempo passe e como eles demoram a vir para o país, eles sempre continuarão lá.


As fãs Thaís Gallo e Isabelle Oliveira chegaram às três da manhã para garantir os primeiros lugares.

Dando um show de talento do início ao fim do show, os irmãos da banda Hanson abriram com chave de ouro a turnê Anthem (que, aliás, também é o nome do novo álbum) no Rio de Janeiro, cantando tanto suas novas e incríveis canções recheadas de rock quanto os clássicos que enchem de lágrimas os olhos dos fãs. Afinal, quem não se lembra da bela Crazy Beautiful? Mas todos realmente pularam quando a primeira canção da banda que encantou o mundo começou a tocar: MMMBop. O trio também resolveu fazer uma surpresa para os fãs ressuscitando uma música que não era tocada a cerca de seis anos: Weird. O show foi divido em três atos, onde cada um dos irmãos teve momentos solo e houve revezamento de instrumentos, mostrando ainda mais o quanto eles são talentosos. Houve também uma lindíssima surpresa (para nós e para eles): quando o show terminou e todos os músicos saíram, a plateia gritou pela música Save Me, que ficou de fora do setlist. Rindo, os irmãos tiveram uma breve conversa e pegaram seus instrumentos de volta para dar mais alguns minutos de felicidade àqueles que os esperaram por anos. Isso foi apenas uma das coisas mais belas que eu já vi, demonstrando como os rapazes se importam com os fãs.



Ao final de uma linda e romântica noite, muitos fãs foram correndo para aeroportos e rodoviárias, a fim de assistir o show de São Paulo e ter mais alguns preciosos momentos na companhia dos ídolos. Surpreendendo os fãs, eles deram atenção a absolutamente todos os que os esperaram no aeroporto do Rio de Janeiro, que é uma coisa que antigamente não costumava acontecer. Cada fã de Hanson da cidade maravilhosa agora mantém um sorriso no rosto que não vai se apagar tão cedo, graças ao show que não apenas agradou fãs de longa data, como também fez novos fãs.
 

O tecladista, Taylor Hanson, foi o que mais interagiu com o público, pegando duas bandeiras do Brasil e vários presentes que foram jogados para ele.


P.S.: A música do título é Give a Little, do Hanson.

Crítica: Monomania - Clarice Falcão


Gênero: Folk
Ano: 2013
Comprimento: 35 min
Nota: 9,0
Destaque: As canções Eu Esqueci Você, A Gente Voltou e Oitavo Andar.


Misture Jack  Johnson  com Lily Allen: Bem vindo à Monomania!
Clarice Falcão surpreendeu a todos com Monomania. Que a moça tinha uma voz doce todos já sabíamos afinal, seus momentos musicais no vlog Porta dos Fundos são pouco menos que épicos. Mas sua habilidade de escrever músicas bonitas que talvez te façam chorar e ao mesmo tempo tão engraçadas que colocarão um sorriso em seus piores dias era desconhecida para boa parte do público.
Como a própria Clarice diz na canção Monomania, o CD é cheio de canções compostas para uma pessoa só. E isso fica visível quando uma história se encaixa perfeitamente na seguinte. Clarice tem o dom da comédia que a permite colocar humor até nas músicas mais tristes. Além da capacidade de tocar o coração com suas letras simples e verdadeiras. O que mais me impressionou nas canções completamente folk, foi a maneira que ela encontrou de entrar com situações cotidianas nas letras de modo pouco espalhafatoso, provando que não precisa de palavras grandes e eruditas para compor uma bela música.
Em diversas faixas do álbum ela trata do tema “loucura”. Em mais de uma canção o eu lírico se vê diante de um amor doentio onde seu “parceiro” precisaria se ver obrigado a fugir ou a procurar a delegacia mais próxima. Acredito que esta seja sua maneira de trazer a realidade de alguém que ama demais ainda na pegada do humor.
As canções mais engraçadas do que poéticas não são exatamente o foco de entretenimento desta que vos escreve, mas Monomania conseguiu extirpar de mim um preconceito a um longo tempo adquirido. Recomendo a todos os brasileiros sedentos por música nacional de qualidade e cansados de compositores metidos a Shakespeare. Para todos vocês que estão atrás de entretenimento saudável e livre de politicagem, se joguem em Monomania.